Mesmo assim foi a esperança que fez Tomás ligar várias vezes o computador para verificar a caixa de e-mails mesmo sabendo que uma boa resposta, como ele realmente precisava, só chegaria por telefone e que verificar os e-mails de trinta em trinta minutos não prestaria auxílio nenhum ao seu caso. A única razão porque Tomás não perdeu a esperança foi simplesmente porque, sem esperança, a sua vida perderia totalmente o rumo. Tomás olhou os e-mails, uma vez mais, e nada... Em contrapartida o telefone começou a tocar.
“Sr. Tomás Vieira?”
“É o próprio.”
“O senhor enviou o seu currículo para o cargo de Gestor de Negócio na St. Helens Wineries?”
“Sim.”
“Sei que se candidatou para Londres, mas estaria interessado no mesmo cargo, na St. Helens Wineries em Curitiba, no Brasil?”
“Claro.” Quase gritou.
“Estaria disponível para uma entrevista amanhã à tarde, em Lisboa?”
“Claro.”
Quando Tomás acabou de anotar o endereço sentiu-se como um homem novo e o mundo à sua volta parecia infinitamente mais belo e mais poético. Via erguer-se, finalmente!, a cortina que se abatera sobre a sua vida. Um sentimento de renovada esperança encheu-lhe o coração. Animado, resolveu sair e tomar um café com Maria, para festejar a nova esperança que havia surgido. Tomás começava a abrir-se de novo aos amigos e à vida.
Capítulo 7
Publicada por
Gonçalo Coelho
