“Sinto muito, Mrs. Maxwell.” – disse Vítor.
De repente, lembrou-se de Mara. A brasileira não estava ali. Juntamente com Martha, apenas Jane com uma expressão apavorada.
“Onde está a Mara?” – perguntou Vítor.
“Não sei. Acho que ela foi ao quarto de banho.” – respondeu Jane, parecendo não prestar muita atenção à pergunta.
“Estou aqui. O que aconteceu?” – respondeu Mara, aparecendo, de súbito, à porta do quarto.
“O Bill... quero dizer, Mr. Maxwell foi assassinado com dois tiros no peito. É preciso chamar a polícia. Posso usar o seu telefone, Mrs. Maxwell?”
Martha não respondeu porque o sofrimento e o choque foram tão fortes que não lhe permitiram articular palavra. Ajoelhou-se ao lado do corpo do marido e tentou falar com ele, como se ainda acreditasse que, por milagre, ele pudesse voltar à vida. Segurou-lhe a mão, deitou a cabeça no peito do falecido marido e deixou as lágrimas jorrarem livremente.Quinze minutos depois, chegou a polícia de São Francisco e cerca de quarenta e cinco minutos depois, o FBI. Vítor e Mara prestaram as suas declarações ainda na casa dos Maxwell. Sem nada que os incriminasse, foi-lhes comunicado que podiam ir em liberdade. Ambos deixaram a moradia onde ocorrera o crime, por volta das quatro da manhã, depois de intensos interrogatórios. Vítor não conseguiu voltar a entrar no escritório naquela noite e, muito menos, pegar no mapa que Bill Maxwell queria que ver destruído.
Capítulo 10
Publicada por
Gonçalo Coelho
